Nesta segunda-feira, dia 30, os diretores executivos do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região realizaram manifestações de protesto defronte as duas agências do Banco Itaú na cidade de Mossoró-RN.
O objetivo do protesto foi o de exigir respeito por parte do banco, tanto aos seus funcionários como aos clientes, diante de uma onda aterradora de demissões e desrespeito às condições de trabalho imposta aos colaboradores daquela instituição bancária.
No segundo semestre do ano passado, de uma só vez, o Itaú Unibanco realizou demissões em massa , impactando cerca de 1.000 funcionários, mesmo apresentando lucros bilionários recordes.
O Banco alegou “baixa produtividade” no regime de trabalho remoto (home office) e condutas incompatíveis com os valores da empresa após uma revisão criteriosa de jornadas.
Mas, após uma análise do movimento sindical sobre as demissões, foi observado que as demissões incluíram muitos funcionários que tinham boas avaliações e prêmios de desempenho.
Após as demissões, o banco fechou um acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, entidade que atende a região onde ocorreu a maioria das demissões, para indenizar os funcionários desligados, prevendo até 10 salários extras, além de outras verbas.
Aqui em Mossoró, somente na agência 1468 do banco, foram 3 funcionários e funcionárias demitidas, enquanto outra foi afastada sem remuneração mesmo sendo detentora de mandato sindical. O banco até agora não apresentou justificativa.
Além disso, naquela agência, alguns funcionários estão em férias e outros sendo cedidos regularmente para agências de cidades circunvizinhas, deixando o restante do corpo funcional em apuros para bater as metas tão ferozmente exigidas pelo banco.

O coordenador Diógenes Neto descreveu este quadro em sua fala no protesto, destacando ainda que até a população sai prejudicada neste tipo procedimento adotado pelo banco.
Para o coordenador-geral, Assis Neto, não há motivo que justifique as demissões no banco, já que ele é um dos que mais tem lucrado nos últimos anos, à custa do esforço de sua equipe, e os afastamentos seguramente irão sobrecarregar os que permanecem laborando para a instituição financeira.
O Sindicato levará o caso às instâncias superiores para discussão com as relações sindicais do banco e, se nada surtir efeito, a fiscalização do Sindicato será mais contundente podendo culminar com denúncias ao Ministério Público do Trabalho.
SINTEC Mossoró e Região



