SEGUNDO TURNO: BANCÁRIOS UNIDOS EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS

Companheiras e companheiros bancários!

Estamos diante de um segundo turno que exige de todos nós atenção, consciência e responsabilidade. Mais do que escolher um candidato, estamos decidindo quais caminhos o Brasil seguirá e quais serão os reflexos dessas escolhas sobre a vida de milhões de trabalhadores.

Para nós, bancários, essa discussão não pode ser tratada como algo distante. As decisões políticas interferem diretamente nas relações de trabalho, nos salários, nos direitos, na jornada e na força que teremos para continuar negociando e conquistando avanços para a categoria.

O debate sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1 é um exemplo claro. Ter mais tempo para descansar, cuidar da família, estudar e viver com qualidade não é privilégio. É uma questão de dignidade.

Precisamos também olhar com atenção para propostas que defendem maior flexibilização das relações de trabalho e a prevalência do negociado sobre direitos previstos em lei. Em uma negociação entre trabalhadores e empregadores, sabemos que os dois lados não partem necessariamente das mesmas condições de poder.

Outro ponto de atenção refere-se aos riscos de qualquer tentativa de privatização do Banco do Brasil. Como uma das principais instituições financeiras públicas do país, o BB cumpre um papel que vai muito além da atividade bancária, contribuindo para o financiamento da agricultura, do desenvolvimento regional, de empresas e de políticas públicas. Uma eventual privatização pode significar não apenas ameaça aos empregos e às condições de trabalho dos bancários, mas também a redução da capacidade do Estado de utilizar o banco como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Defender o Banco do Brasil público é, portanto, defender empregos, atendimento à população, desenvolvimento e soberania nacional.

Por isso, bancário e bancária, cada conquista que temos hoje é resultado de organização, mobilização e luta coletiva. Jornada, férias, salários, benefícios, proteção trabalhista e tantos outros direitos não foram presentes concedidos pelos empregadores. Foram conquistados pelo movimento sindical.

E aquilo que foi conquistado com luta também precisa ser defendido com luta.

Não podemos permitir que o trabalhador fique mais vulnerável, que a negociação coletiva seja enfraquecida ou que direitos históricos sejam tratados como obstáculos.

Neste segundo turno, precisamos conversar entre nós, dialogar com nossas famílias, colegas e comunidades e compreender o que está verdadeiramente em jogo.

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região e a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Alagoas, Pernambuco  e Rio Grande do Norte, através de suas respectivas diretorias, reafirmam seu compromisso com a defesa da democracia, da negociação coletiva, da valorização do trabalho e da ampliação dos direitos da classe trabalhadora.

Por isso, fazemos um chamado a cada bancário e a cada bancária:

Vamos nos informar, vamos dialogar, vamos participar e, sobretudo, vamos defender nossos direitos.

O futuro do trabalho também está nas nossas mãos.

Neste segundo turno, vamos unir nossa categoria em defesa de um Brasil que valorize quem trabalha e que tenha compromisso com os direitos dos trabalhadores.

Nenhum direito a menos!
Nenhum retrocesso!
Bancários unidos, trabalhadores fortalecidos!

SINTEC Mossoró e Região – FEEB AL/PE/RN

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