{"id":26594,"date":"2026-01-07T10:41:04","date_gmt":"2026-01-07T13:41:04","guid":{"rendered":"https:\/\/bancariosmossoro.com\/?p=26594"},"modified":"2026-01-07T10:41:04","modified_gmt":"2026-01-07T13:41:04","slug":"maioria-dos-bancos-espera-desaceleracao-gradual-do-credito-em-2026-chegando-a-82","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bancariosmossoro.com\/?p=26594","title":{"rendered":"MAIORIA DOS BANCOS ESPERA DESACELERA\u00c7\u00c3O GRADUAL DO CR\u00c9DITO EM 2026, CHEGANDO A 8,2%"},"content":{"rendered":"<p class=\"fbr-news__subtitle\"><em><strong>A maioria dos bancos espera que a carteira de cr\u00e9dito total em 2025 feche o ano com crescimento de 9,2%, e desacelere de forma bem gradual em 2026, chegando a 8,2%. Esta proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 em linha com os n\u00fameros recentes do mercado de cr\u00e9dito, cujo crescimento anual do saldo total tem se mantido ainda elevado, apesar da alta da Selic. \u00c9 o que aponta a Pesquisa de Economia Banc\u00e1ria e Expectativas da Febraban, que ouviu 20 bancos entre 17 e 19 de dezembro<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Pesquisa de Economia Banc\u00e1ria e Expectativas mostra que 70% dos participantes\u00a0esperam que in\u00edcio do ciclo de queda da taxa Selic ocorra apenas em mar\u00e7o\/2026<\/em><\/p>\n<p>A maioria dos bancos espera que a carteira de cr\u00e9dito total em 2025 feche o ano com crescimento de 9,2%, e desacelere de forma bem gradual em 2026, chegando a 8,2%. Esta proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 em linha com os n\u00fameros recentes do mercado de cr\u00e9dito, cujo crescimento anual do saldo total tem se mantido ainda elevado, apesar da alta da Selic. \u00c9 o que aponta a Pesquisa de Economia Banc\u00e1ria e Expectativas da Febraban, que ouviu 20 bancos entre 17 e 19 de dezembro.<\/p>\n<p>Na pesquisa anterior, a expectativa para 2025 era de uma alta de 8,9%. A estimativa de 9,2% reflete o aumento da expectativa de crescimento do cr\u00e9dito direcionado, com a proje\u00e7\u00e3o subindo de 10,1% para 10,9%. Esse movimento \u00e9 explicado pelo cr\u00e9dito PJ (15,3%, ante 13,6%), que segue com alto n\u00edvel de expans\u00e3o, sustentado pelos programas governamentais. Ainda sobre o saldo de cr\u00e9dito em 2025, na carteira direcionada para fam\u00edlias, a expectativa de crescimento tamb\u00e9m subiu, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resili\u00eancia do cr\u00e9dito habitacional, compensando o menor dinamismo do cr\u00e9dito rural.<\/p>\n<p>Na carteira livre, tamb\u00e9m sobre o saldo estimado para 2025, a expectativa de crescimento caiu marginalmente de 8,1% para 8,0%. A revis\u00e3o decorreu do menor crescimento esperado para a carteira PJ, que recuou de 5,1% para 3,6%, em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es financeiras mais apertadas, eleva\u00e7\u00e3o do IOF e da concorr\u00eancia com as opera\u00e7\u00f5es direcionadas e o mercado de capitais. J\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o de crescimento da carteira Livre PF avan\u00e7ou de 10,3% para 11,0%, em fun\u00e7\u00e3o do bom dinamismo apresentado pela carteira em 2025, embora com uma piora de composi\u00e7\u00e3o (aumento de linhas rotativas).<\/p>\n<p>Para 2026, uma parcela expressiva (73,7%) dos analistas acredita que o saldo total deve desacelerar, mas apenas de forma gradual. Al\u00e9m disso, 15,8% dos participantes esperam que o cr\u00e9dito mantenha o ritmo atual de expans\u00e3o no pr\u00f3ximo ano. Com isso, a pesquisa tamb\u00e9m captou um aumento na proje\u00e7\u00e3o de crescimento do saldo de cr\u00e9dito total, que subiu de 7,9% para 8,2%, com melhora tanto na carteira livre (de 7,4% para 7,6%) quanto na direcionada (de 9,0% para 9,4%).<\/p>\n<p>\u201c<em>A alta das proje\u00e7\u00f5es do saldo do cr\u00e9dito para 2026 vem em linha com as divulga\u00e7\u00f5es recentes, que mostram que 2025 foi marcado por uma modera\u00e7\u00e3o bastante gradual do mercado de cr\u00e9dito, que permaneceu com um crescimento razoavelmente robusto, mesmo com o elevado n\u00edvel da taxa Selic. Este crescimento foi sustentado pelos programas governamentais para as MPMEs e linhas de consumo para as fam\u00edlias<\/em>\u201d, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regula\u00e7\u00e3o Prudencial e Riscos da Febraban.<\/p>\n<p>\u201c<em>Para 2026, a expectativa \u00e9 que essa desacelera\u00e7\u00e3o gradual prossiga ao longo do ano, levando a um crescimento de 8,2%, com o movimento sendo liderado pela carteira Direcionada PJ, dada a elevada base de compara\u00e7\u00e3o deste segmento, que tende a fechar 2025 com alta superior a 15%<\/em>\u201d, complementa Sardenberg.<\/p>\n<p><strong>Taxa Selic<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa, realizada sempre ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da Ata da \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), tamb\u00e9m aponta que a maioria dos bancos (70%) acredita que o in\u00edcio do ciclo de queda da taxa Selic dever\u00e1 ocorrer apenas na reuni\u00e3o do Copom de mar\u00e7o. Assim, a taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano no COPOM de janeiro, com redu\u00e7\u00f5es consecutivas de 0,50 pp a partir da segunda reuni\u00e3o do ano.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o 2026<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que, para 50% dos participantes, a infla\u00e7\u00e3o em 2026 deve seguir em linha com o consenso do mercado, ou seja, permanecendo acima da meta, devido aos est\u00edmulos fiscais e de cr\u00e9dito. Por outro lado, 35% projetam uma infla\u00e7\u00e3o abaixo do consenso, sugerindo uma continuidade do vi\u00e9s de queda das proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em>\u201cA evolu\u00e7\u00e3o recente do cen\u00e1rio econ\u00f4mico, somado \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o do BC, tem levado o mercado a convergir para uma expectativa de in\u00edcio do ciclo de corte da taxa Selic a partir de mar\u00e7o. A principal quest\u00e3o agora parece ser qual velocidade o Copom conseguir\u00e1 cortar os juros ao longo do ano. Por ora, as expectativas ainda s\u00e3o conservadoras e indicam uma trajet\u00f3ria moderada de corte dos juros, apesar do alto n\u00edvel da Selic.\u201d<\/em>, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regula\u00e7\u00e3o Prudencial e Riscos da Febraban.<\/p>\n<p><strong>Atividade econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade, a Pesquisa captou uma melhora do sentimento dos participantes para 2026. O percentual de analistas que projetam um <strong>crescimento de 1,8%<\/strong> para o ano subiu de 36,4% para 55%. Por outro lado, caiu de 45,5% para 30% a propor\u00e7\u00e3o daqueles que esperam um crescimento inferior ao esperado pelo consenso do mercado.<\/p>\n<p><strong>Meta Fiscal<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de nenhum participante esperar que o governo descumpra a meta fiscal de 2026, 80% acreditam que o governo precisar\u00e1 de medidas adicionais para cumprir a meta, sendo que 45% esperam que agenda seja focada em medidas do lado das despesas (bloqueios e contingenciamentos, ou ainda, retirada de despesas do arcabou\u00e7o fiscal, por ex.).<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria da taxa de inadimpl\u00eancia segue como um ponto de aten\u00e7\u00e3o. A proje\u00e7\u00e3o do indicador para a carteira com recursos livres em 2025 permaneceu em 5,1%, enquanto para 2026, subiu para 5,2% (ante 5,1%). Este patamar \u00e9 um pouco inferior ao reportado pelo Banco Central para o m\u00eas de outubro, quando a taxa ficou em 5,3%.<\/p>\n<p><strong>EUA<\/strong><\/p>\n<p>Para os Estados Unidos, a maior parte (60%) dos bancos pesquisados espera que o Fed realize dois cortes de 0,25 pontos percentuais nos Fed Funds em 2026, em raz\u00e3o da modera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e do mercado de trabalho do pa\u00eds, embora a infla\u00e7\u00e3o acima da meta n\u00e3o deva permitir um ciclo t\u00e3o agressivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <strong>Febraban<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos bancos espera que a carteira de cr\u00e9dito total em 2025 feche o ano com crescimento de 9,2%, e desacelere de forma bem gradual em 2026, chegando a 8,2%. 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