A PRIVATIZAÇÃO DOS BANCOS PÚBLICOS PODE COLOCAR SEU EMPREGO E O FUTURO DA SUA FAMÍLIA EM RISCO
IMAGINE ESTA CENA: você chega em casa e precisa contar à sua família que foi demitido sem justa causa. Isso mesmo: SEM JUSTA CAUSA! Sem ter feito nada de errado. Simplesmente porque o banco decidiu cortar custos, substituir um empregado experiente por outro com salário menor e menos benefícios ou simplesmente por fechar a agência onde você trabalhava. ISTO ESTÁ OCORRENDO NOS BANCOS PRIVADOS.
É ESSE O RISCO QUE A PRIVATIZAÇÃO PODE TRAZER PARA VOCÊ!
O emprego conquistado por concurso público passa a não representar garantia nenhuma de permanência diante de uma eventual privatização. Com a mudança de controle, podem surgir novas condições para a manutenção dos vínculos de trabalho, inclusive dispensas sem justa causa. É uma possibilidade impactante, mas precisamos falar sobre ela com clareza.
Muitos empregados do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste ainda tratam a possibilidade de privatização com indiferença, como se fosse um problema distante, que jamais os atingiria. Esse é um erro que pode custar caro. Quando um banco público é entregue à iniciativa privada, mudam as prioridades, a lógica de gestão e os riscos para quem construiu sua carreira dentro da instituição.
O PRIMEIRO RISCO É O SEU EMPREGO
Uma empresa privada busca resultados para seus acionistas. Após uma privatização, podem ocorrer reestruturações, fechamento de agências, redução de pessoal e programas de desligamento. Um empregado experiente pode se tornar alvo de medidas de redução de custos. Para quem tem anos de dedicação, prestações a pagar, filhos estudando e uma família que depende do salário, essa ameaça não pode ser ignorada.
O SEGUNDO RISCO SÃO OS DIREITOS E AS CONDIÇÕES DE TRABALHO
A privatização não extingue automaticamente todos os direitos trabalhistas, mas pode mudar profundamente a política de pessoal e a correlação de forças nas negociações. Acordos coletivos, benefícios, planos de saúde, previdência complementar, oportunidades de carreira e condições de trabalho podem ficar sob maior pressão. No Banco do Brasil, estão em jogo também os interesses dos participantes da CASSI e da Previ; na Caixa, os do Saúde Caixa e da FUNCEF. O futuro dessas estruturas dependerá das condições da privatização e das decisões posteriores.
O TERCEIRO RISCO É PERDER FORÇA PARA NEGOCIAR
Os trabalhadores de empresas privatizadas continuam tendo direitos e podem se organizar sindicalmente. Entretanto, uma mudança de controle pode ampliar a pressão por metas e produtividade e dificultar a preservação de conquistas históricas. Não podemos esperar que a ameaça chegue para só então reagir.
O alerta é ainda mais importante diante de declarações recentes de integrantes de um projeto político que defende uma ampla redução da presença do Estado na economia. Uma representante de um candidato à Presidência da República declarou a intenção de privatizar até 95% das estatais. Ela também mencionou a possibilidade de incluir mais de 20 empresas públicas em um processo de desestatização, citando o Banco do Brasil entre as instituições que poderiam ser avaliadas.
É preciso perguntar: a quem interessa entregar o patrimônio público à iniciativa privada? Grandes grupos econômicos podem se beneficiar da aquisição de empresas estatais e da abertura de novos mercados. Quando interesses econômicos poderosos defendem esse projeto, os trabalhadores precisam redobrar a atenção. Não podemos permitir que os interesses privados se sobreponham aos empregos, aos direitos e ao interesse da população brasileira.
MAS O QUE ESTÁ EM JOGO ALÉM DO SEU EMPREGO?
A Caixa é fundamental para o financiamento habitacional, o pagamento de benefícios sociais e a execução de políticas públicas. O Banco do Brasil tem papel estratégico no crédito rural, no financiamento da produção e no desenvolvimento econômico. O Banco do Nordeste possui como objetivo fundamental a promoção do crescimento sustentável e a inclusão socioeconômica na Região Nordeste. Sob controle privado, as prioridades comerciais podem reduzir o interesse por localidades e serviços considerados menos rentáveis, mesmo quando são essenciais para a população.
Você pode estar insatisfeito com a situação do país ou com problemas no seu trabalho. Pode criticar a gestão e até não ter simpatia por determinado candidato. Mas uma coisa precisa ficar clara: não podemos permitir que a insatisfação de hoje nos faça ignorar o risco de perder o emprego amanhã.
Não se trata de defender privilégios ou impedir melhorias na gestão. Trata-se de defender empregos, famílias, direitos e instituições estratégicas para o Brasil.
NÃO ESPERE A PRIVATIZAÇÃO OCORRER PARA DESCOBRIR O QUE VOCÊ PODE PERDER!
O momento de se conscientizar e agir é agora, com informação, participação sindical e defesa firme do caráter público da Caixa, do Banco do Brasil e do BNB. O patrimônio é do povo brasileiro. Os empregos, os direitos e o sustento das nossas famílias merecem ser defendidos por todos nós!
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE MOSSORÓ E REGIÃO



